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editorial — matilda — 13 de julho de 2018

SAUDÁVEL SUBVERSÃO

Um olhar sobre as rupturas que nos levam à construção do novo

Pode-se dizer que a criação e a destruição são dois caminhos que avançam em paralelo, separados apenas por uma linha imaginária. Com uma raiz em comum, a ruptura com o que já está estabelecido, construir ou desconstruir passa a ser uma questão de consciência e intenção.

Se a intenção é a de edificar, até mesmo as ruínas podem servir de material. Se a destruição guia o desejo, ao final do processo, provavelmente não haverá pedra sobre pedra. A consciência do caminho a seguir é o que fará diferença ou não.

Na busca por um processo criativo coletivo e colaborativo, durante o mês de julho, a Matilda lança seu olhar sobre os aspectos intrínsecos à construção e à desconstrução. O rompimento com velhos padrões que tanto nos é caro ao re-interpretar o mundo à nossa volta chega aqui ao seu momento mais livre e, por que não, utópico.

Sem medo do desconhecido, do que está por vir e não se tem controle, nos propomos a investigar esse limite em que uma coisa pode se transformar ou simplesmente se perder. As possibilidades de novas visões, conexões e transformações fazem parte do nosso itinerário.

Sinta-se convidado a praticar esse exercício de abrir mãos dos vícios, assumir os riscos e se lançar de alma e mente abertas no processo criativo e sua diversidade de expressões. Desse ponto em diante, nada será como antes e essa é uma beleza que só a mudança é capaz de nos ofertar.