Conteúdo originalmente postado na Comunidade Moto.

Karina Oliani é médica e atleta de esportes extremos. Como se isso não bastasse, desde o último dia 21 de maio ela também se tornou a primeira mulher sul-americana a escalar o Everest pelas duas faces (Norte e Sul)! Nós da Moto ficamos felizes duplamente. Primeiro, pela Karina ser essa atleta tão incrível e ajudar a levar o nome do Brasil para a história da escalada. Depois, porque a Moto, junto com outras marcas muito bacanas, esteve desde o começo desse projeto com ela.

Por isso decidimos falar com a Karina e contar para vocês um pouco mais sobre ela, sobre a preparação para essa escalada e, também, é claro, saber como foi levar nosso Moto Z e seus Snaps para dar um passeio nas alturas!

Comunidade Moto: Há quanto tempo você se prepara para essa escalada? Descreva um pouquinho pra gente como foi esse processo.

Karina: Eu comecei escalar com 21 anos. Minha introdução a esse esporte foi na rocha! E foi paixão à 1a escalada. De cara percebi que o desafio ia muito além do físico. O que mais pega na escalada realmente é a parte mental. Ninguém fica confortável pendurado a 100 metros do chão na primeira vez. Então me apaixonei porque o desafio era grande mesmo. Vi que por melhor escalador que alguém seja, sempre haverá alguma parede que será impossível para aquela pessoa. Isso é fascinante. E comecei a escalar cada vez com mais frequência. Um  ano depois fui trabalhar (fazer um estágio) num hospital na Itália, em Milão e lá, nos meus finais de semana também conheci a escalada no gelo.  Antes de voltar ao Brasil fiz um curso para conhecer todos os recursos. Depois disso a alta montanha veio naturalmente: já escalava razoavelmente em rocha, tinha bons conhecimentos de escalada em gelo e queria explorar altitudes mais extremas. Fiz um Fellow de Medicina em Áreas Remotas nos EUA e, dentre todas as matérias, me dediquei especialmente à medicina de montanha. Em 2010 fui contratada pela 1a vez para trabalhar no Everest (como médica de uma equipe). Fiquei 4 meses nos Himalaias, entre Nepal e Tibet trabalhando com medicina de altitude. Aprendi muito! Em 2011 novamente fui contratada para cuidar de uma equipe que escalaria o Elbrus – a mais alta montanha da Europa, na Rússia. Enfim, comecei a trabalhar com frequência com medicina de expedições, já que era a única médica sul-americana a ter esse diploma. E, juntamente com os trabalhos, escalava bastante.

CM: O fato de ser médica ajuda na consciência corporal e em saber quais são seus verdadeiros limites ou é muito difícil olhar de fora, racionalmente, para o próprio corpo ali na montanha?

Karina: Certamente meu conhecimento médico me ajuda demais na escalada. Sei exatamente quando começo a ficar mais fraca e por quê. Conheço bem os limites dos congelamentos e até abuso um pouco disso. E, sempre que estou pra ficar doente, já previno e me trato antes para poder ficar sempre saudável e forte e cuidar dos outros!

CM: Ser mulher e praticar esportes extremos é uma tarefa solitária? Como anda a presença feminina no esporte?

Karina: Em 2009, na 1a vez que estive no Everest, tinham pouquíssimas mulheres escalando. Agora aumentou. Ainda não é de uma maneira significativa, mas acredito que, aos poucos, cada vez mais as mulheres estão curtindo e entrando pros esportes de aventura. Ainda nessa temporada eu era a única mulher do meu grupo (de 12 pessoas). Mas pelos comentários nas minhas mídias sociais vejo que muitas mulheres estão dispostas a iniciar nesses esportes. Fico feliz em poder servir de exemplo e inspiração pra elas!

CM: Qual o papel da tecnologia no controle dos aspectos externos? Como funciona a comunicação nesse tipo de expedição? O smartphone é um companheiro de aventuras também?

Karina: Fundamental! Por exemplo, a escalada da montanha mais alta do mundo apenas é possível porque, diariamente, checamos diversas previsões do tempo de diferentes institutos de meteorologia. Seria suicídio escalar o Everest sem acesso a essa tecnologia, pois os ventos na montanha podem chegar facilmente a 100 km/h e varrer qualquer pessoa de lá! Outro fator que é mega importante é justamente a comunicação dos escaladores com suas famílias. Sabemos que o fator psicológico determina o sucesso de uma escalada desse porte. E, por isso, essa comunicação traz tranquilidade e força mental para os atletas. O Smartphone serve para anotarmos dados importantes, falarmos com a família, acordarmos na hora certa (e para escalarmos na hora certa). Ele também registra os momentos mais difíceis, já que ficam no nosso bolso e os vídeos e as fotos são feitas com extrema agilidade. Também nos distraem à noite enquanto projetamos esses e outros vídeos na barraca antes de dormir, iluminam a barraca escura quando acordamos no meio da noite, tocam músicas para deixar nossos dias presos na barraca e de tempestade menos frios. Enfim, um smartphone é um equipamento indispensável na montanha. E se for o Moto Z, que tem os Snaps Hasselblad True Zoom, Insta-Share Projector e JBL SoundBoost, é ainda melhor!

CM: Qual a importância de empresas como a Motorola patrocinarem esse tipo de atividade? Como surgiu a parceria e quais foram os frutos?

Karina: A Motorola me procurou pra fazer uma websérie que divulgasse os Moto Snaps do novo Moto Z no ano passado. Confesso que usava outro aparelho e no início tive que me adaptar ao novo sistema operacional da Moto. Mas assim que passei a usar o Moto Z me apaixonei! Tenho uma produtora de vídeo, comecei a fazer vídeos com qualidade profissional do meu celular! Usei vários nos programas que produzi. Minhas fotos ficaram maravilhosas! Foco e cor perfeitas! Muitas fotos feitas com meu Snap Hasselblad foram pra reportagens e matérias que dei pra blogs e revistas grandes. Depois da veiculação desse 1o trabalho, meu nome ficou fortemente associado à marca e eu sabia que no Everest faria um material digno de ir para revistas, televisão, blogs, etc. As paisagens desse lugar são muito lindas e muito impressionantes- chamam atenção de qualquer um! Sabendo disso, e já sendo uma grande fã da qualidade das imagens da Motorola, achei que essa seria a parceria perfeita! E dito e feito: postamos apenas 10% do material que produzi – o melhor estou guardando pra ser inédito na televisão!  E mesmo assim já dá para ter uma ideia de como nossas imagens estão lindas e interessantes. Mal começamos a trabalhar o material, porque só agora estou tendo livre acesso a internet novamente e já tivemos um enorme retorno de mídias sociais! Estou muito feliz.

Demais a história da Karina, né? Ouvindo a história dela, dá vontade de sair pelo mundo, com o nosso companheiro Moto a tiracolo, registrando as belezas e os lugares mais incríveis deste planeta tão surpreendente. Se você já levou seu Moto pra alguma aventura, conte para a gente. Vamos adorar mostrar aqui na Comunidade Moto esses incríveis desbravadores!