A arte de rua é marca identitária da cidade de São Paulo. Rica e muito diversa, ela se manifesta de diferentes maneiras no espaço público, seja através de grafite, stencil, pichação, escultura, instalação ou pintura. Ao ocupar muros, postes e viadutos, revela discursos políticos e se torna expressão social e cultural de um povo.

Dentro desse contexto, o lambe-lambe aparece como uma de suas principais e mais antigas manifestações. A técnica é simples e de baixo custo: basta imprimir cartazes com desenhos e/ou frases e afixá-los com cola branca ou de farinha.

Para entender um pouco mais sobre essa vertente artística, acompanhamos o trabalho de três poetas urbanos especializados no assunto: Cauê Novaes (Coletivo Transverso), Átila Fragozo (Paulestinos) e Giulia Nakayama (Agridoce).

Mestre dos trocadilhos e subversões de palavras, Cauê espalha mensagens que despertam a discussão sobre a ocupação da cidade e reivindica a rua como superfície de poesia. Átila tem um processo de criação mais caótico, fruto de suas referências que vão da cultura pop ao cangaço. Já Giulia fala de assédio, autoestima e feminismo através de frases e desenhos autorais cheios de sensibilidade.

 

Nosso rolê passa por três pontos importantes da arte urbana paulistana: Minhocão, Casa da Lapa e Vila Madalena. Confira o resultado no vídeo: