O ano letivo mal começou e lá vem o Carnaval… com as crianças em casa de novo!  

Malas, compras, reservas, carrinho, kit de primeiros socorros? Tudo pronto! Vai pegar o carro e viajar? Praia, chácara, cachoeira?

Mas e a folia, gente? Quem disse que não podemos nos divertir em família e curtir nossa cultura como no passado?

Com as escolhas certas, por exemplo, de quais blocos frequentar e quais evitar, dá para, como muitas famílias fazem, pular o Carnaval junto. Levando tudo como um grande projeto e com atenção aos detalhes, o feriado pode ser todo preenchido com as atividades carnavalescas. E todos podem se divertir.

Pensar as fantasias dos pequenos pode ser um começo – porque não desenhar os modelos juntos?  Depois, comprar os materiais e passar um tempo divertido criando cada fantasia. Sim, a construção das fantasias e a montagem do personagem também são sempre momentos de pura alegria antes da folia.

Na hora de pular, é só tomar os cuidados de sempre.  Protetor solar, água, olhos atentos observando os pequenos e muito amor e alegria para compartilhar!

 

É assim que Carol Piassi, de 38 anos, faz.  Ela diz que preparar para o mundo também inclui preparar para a diversão.  Assim, incluir seus filhos de 5, 6 e 9 anos na folia é importante porque  “Quando chegar a vez deles curtirem sozinhos talvez “caiam de boca na curtição. A história de quem nunca comeu melado quando come se lambuza. Assim eles aprenderão seus limites sem ter que extrapola-los. “

A família Piassi sai em horário propício, em locais em que adultos e crianças possam brincar juntos, mostrando como é esta festa: “E, por que não, o que é certo e o que é errado nesses momentos”.  Carol afirma que é importante mostrar aos filhos que seus pais também podem fazer festa e se divertir, dessa forma eles entenderão os limites de seu próprio lazer.

Micaela Neiva também acredita que incluir seus quatro filhos na festa é importante para a formação deles. “Acredito muito no poder da celebração e da alegria. Compartilhar esses momentos com nossos filhos é uma oportunidade de enraizar o amor pro resto da vida!“, diz.

Micaela é mãe de gêmeos de dois anos, além dos outros dois meninos de 12 e 13, assim suas saídas são sempre complexas, mas isso não a impede de fazer um esforço para bailar.  “Como tenho bebês pequenos, fico sempre de olho na segurança deles…. para que eles não sejam pisoteados”.

“Não podemos deixar de incluir nossos filhos nas nossas experiências com o resto da sociedade por conta de preguiça. Educar dá trabalho e isso faz parte da educação.  Quero que minha filha me observe e perceba que a cultura e a alegria brasileira são tesouros que temos o prazer e a felicidade de cuidar e perpetuar”, diz Nina Coimbra, de 32 anos.

Mãe de uma menina de 10 anos, Nina sempre incluiu sua filha na sua diversão, mesmo fora do Carnaval. Para ela, a percepção de sua filha de que a família vai além do núcleo a que pertencemos geneticamente é importante e reconfortante. “Não estamos sozinhos quando criamos nossos filhos.  Toda a sociedade faz parte dessa criação, e criamos eles também para fazer parte dessa sociedade. Portanto, a noção de comunidade é muito importante.  Pertencer à comunidade é participar de suas celebrações. Por isso acredito ser muito importante que o Carnaval tenha muitas crianças, até porque elas também cuidam e ensinam muito à gente”.

Então é hora de abrir os armários e olhar para as fantasias antigas e fotos de um passado não tão distante em busca de inspiração.  Abram suas cabeças e seus braços e abracem a ideia da folia em família!   Para tirar o glitter da cria? Ah, esse é um mistério de Carnaval que nem o melhor folião conseguiu desvendar ainda!